Esta semana recebi de um membro da SBPT um e-mail, que foi repassado por ela para (provavelmente) toda sua lista de e-mails. Era um texto sobre a aprovação, no congresso nacional, do fim do 13º salário.
Obviamente era falso, e eu não tinha nenhuma dúvida sobre a falsidade, pois procuro me manter informado e não havia lido ou visto absolutamente NENHUMA linha sobre um projeto desses. Imagino que tenha sido criado (o spam) por algum “aloprado” pois citava nominalmente os deputados responsáveis pelo projeto e pela aprovação do mesmo, todos da oposição, é claro.
No dia seguinte, a mesma colega enviou um novo e-mail avisando que o anterior era falso e que ela tinha encaminhado inadvertidamente, e alertando para tomar cuidado com falsas correntes, etc.
Esse episódio, verdadeiramente banal nos dias de hoje, me chamou a atenção por 2 motivos:
- Os profissionais de educação física continuam sem nenhum apego pela leitura de jornais, ou por manterem-se informados de assuntos como economia ou política. Mas são louquinhos para reclamar os seus “direitos”, como nesse caso.
- Essa história dos “direitos trabalhistas” é uma corrente de ferro presa no pé dos que ainda voluntariamente se prendem a ela. A realidade é mais ou menos assim: “eu ganho pouco, acho uma exploração o que me pagam, mas tenho 13º e carteira assinada, portanto é melhor ficar por aqui mesmo”. Não lhes ocorre que um dos motivos por ganhar pouco é justamente porque o empregador tem que pagar todos esses “direitos”?
E se for oferecido a você o dobro do que ganha, porém sem esses “direitos”? você toparia? Você teria mais dinheiro, e teria também a responsabilidade de administrar esse dinheiro, ou seja, pagar o próprio plano de saúde, fazer uma reserva para o fim do ano, o que quiser. E obviamente, não entrar com um processo contra a empresa depois quando estiver precisando de grana.
Muito difícil assumir a responsabilidade sobre sua própria vida? Impossível ganhar pelos próprios esforços mais do que a miséria que alega receber?
Questões a serem respondidas na individualidade de cada um.