amigos,
Ontem postei o artigo do New York Times, que fala dos perigos dos selins atuais das bikes. Não me preocupa muito o caso dos atletas-ciclistas (mas não podemos esquecer de quantos já tiveram câncer nos testículos…). Para mim a questão é nas bikes ergométricas e de cycle indoor das academias.
Acho esse assunto importantíssimo. Esse problema dos bancos das bikes vai além da disfunção erétil. Há uma relação direta com câncer nos testículos. Já faz tempo que se fala nisso, e a indústria de bicicletas parece não se importar.
O que nos interessa é: é ridículo que as academias continuem usando selins de bikes de competição para aulas de spinning! Não faz nenhum sentido. Eu (que prezo bastante a saúde dos meus bagos) parei de fazer spinning por causa disso. Duvido que os alunos (a maioria) exijam esses selins. Isso é (para variar) coisa de professor, que se acha. Aluno não usa bandana, não faz tatuagem de Bodypump. E se tem um ou outro idiota que age assim, a defesa da saúde dos outros todos deveria ser mais importante. Afinal, academia não serve para preservar e melhorar a saúde?
Pensem nisso em suas academias. Eu adoraria ver as academias brasileiras dando o 1º passo. Se você mudar os selins e comunicar isso adequadamente interna e externamente (com assessoria de imprensa, talvez), isso será certamente um diferencial no momento inicial e trará uma credibilidade extra à sua academia.
Isso não é divulgado, mas se você fizer testes de PSA em alunos que praticam spinning ou mesmo ergométrica na academia, verá que há frequentemente alteração dos níveis. Se a pessoa ficar 2 ou 3 semanas sem pedalar, os níveis voltam ao normal. Um grande amigo meu é aluno de uma grande academia aqui em São Paulo. Foi fazer o check-up anual dele e levou um puta susto pois estava com os níveis altos. O médico o orientou, antes de pedir novos exames, que parasse de pedalar (ele pedala 20 minutos todas as manhãs numa bike ergométrica) por 20 dias. Ele fez isso e os níveis normalizaram. Ficou putíssimo porque nem a academia nem nenhum professor jamais mencionou esse inconveniente a ele. Os professores certamente pq não sabem isso. A responsabilidade é da academia. Tem que orientar os professores e alunos, e MUDAR OS BANCOS DAS BIKES. É uma medida muito simples, que aumenta a segurança e o conforto dos clientes.
(publicado no New York Times)
Por JOHN TIERNEY Como a maioria dos ciclistas, Robert Brown, no início, não viu necessidade de mudar o selim da mountain bike que ele pedalava há cinco anos em tempo integral em patrulhas para a polícia de Seattle. Quando pesquisadores do Instituto Nacional para Segurança e Saúde Ocupacional (Niosh na sigla em inglês) propuseram novos selins sem bico, destinados a evitar a disfunção erétil, ele disse a seu supervisor: “Não tenho problema disso!” Mas, depois de experimentar o novo selim, ele sentiu a diferença. Seu peso repousava sobre seus ossos pélvicos, em vez da área da virilha, que antes pressionava o bico do selim. Durante o sono, quando ele estava sendo monitorado, a medição conhecida como “porcentagem de tempo ereto” aumentou de 18% para 28%. Os resultados o fizeram mudar permanentemente para um selim sem bico, assim como a maioria dos policiais da patrulha ciclista de Seattle e das outras cidades que participaram da experiência de seis meses. Mas eles tiveram pouca sorte em converter os colegas, como se queixa Brown no número do boletim da Associação Internacional de Polícia Ciclista. “O assunto sempre provoca risadinhas juvenis”, ele escreve. “Eles nem escutam o tempo suficiente para compreender que parte da anatomia do homem está sendo protegida.” É a área de tecido macio chamado períneo, e não é apenas um problema masculino -ciclistas femininas também relataram dores e amortecimento nessa região genital. Mas nenhum dos sexos parece interessado nesses selins. “Existe tanto pênis dentro do corpo quanto fora”, explicou Steven Schrader, o fisiologista reprodutivo da Niosh que fez a experiência com os policiais. “Quando se senta em um selim comum, está sentado sobre o pênis.” Segundo as medições do doutor Schrader, 25% a 40% do peso do corpo é colocado sobre os nervos e vasos sanguíneos próximos à superfície do períneo. “Essa parte do corpo não deve suportar pressão”, disse o doutor Schrader. “Em poucos minutos, os níveis de oxigênio no sangue caem 80%.” Ele descobriu que policiais que patrulham em bicicletas com selins convencionais tendiam a ter ereções menos duradouras do que não ciclistas. Em estudo de 2008 intitulado “Cortando o nariz para salvar o pênis”, ele relatou que depois de seis meses usando selins sem “nariz”, os policiais se queixaram de menos amortecimento enquanto pedalavam, maior sensibilidade e melhor função erétil. Em outro estudo, as doutoras Marsha Guess e Kathleen Connell, que são uroginecologistas da Universidade Yale, descobriram que mais de 60% das mulheres ciclistas que usavam selins com bico relataram sintomas de dores genitais, amortecimento e irritação. A evidência acumulada levou a Niosh a recomendar que os policiais e outros trabalhadores com bicicleta usem selins sem bico, que colocam a pressão sobre os “ossos de sentar”. Exemplos incluem BiSaddle (usada por Brown), I.S.M., Hobson Easyseat, Spiderflex e Ergo’s The Seat. Mas poucos ciclistas estão prestando atenção. “Suponho que exista um pequeno nicho de pessoas para quem um selim sem bico poderia ser a solução”, disse Peter Flax, editor-chefe da revista “Bicycling”. “Mas um selim sem bico tem verdadeiros problemas em termos de função. Um ciclista pode fazer curvas usando o peso dos quadris contra o bico.” Brown e outros policiais insistem que aprenderam a manobrar com selins sem bico. E as pessoas nas aulas de spinning não precisam conduzir as bicicletas para lugar nenhum; por que continuam sentadas sobre o períneo? Jim Bombardier, que vive em Portland, no Oregon, e inventou a BiSaddle, foi às lojas armado de trabalhos científicos e desenhos, mas ninguém se interessou. Um dono de loja olhou para seu novo selim e resumiu o problema: “Este selim é um anúncio de ‘Eu tenho um problema’. Quem quer isso em uma loja de bicicletas?”
Uma pesquisadora da Universidade de Michigan diz que a comunidade médica pode estar enfatizando os benefícios errados para incentivar as pessoas a se exercitarem.
Nós todos ouvimos: “Exercício é bom para sua saúde. Você irá viver mais”.
Mas será que essa mensagens são as corretas? Michelle Segar diz que não. Ela é uma pesquisadora do Instituto da Mulher da Universidade de Michigan.
Segar conduziu um estudo com mulheres de meia-idade que trabalham em período integral e seus hábitos de exercício. O estudo mostrou que aquelas que se exercitavam mais o faziam porque o exercício as ajuda a apreciar a vida agora.
“Exercícios para prevenção de doenças ou para envelhecer bem não são essenciais hoje, então esses motivos aparecem no fim da lista” diz Segar.
Ela diz que ressignificar o exercício como um modo de melhorar a qualidade de vida imediata das pessoas, ao invés de algo menos tangível no futuro, pode ajudar a reverter o problema de obesidade da nação (EUA), por fazer que mais pessoas se exercitem.
O estudo aparece na última edição do The International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity.
por Rogério Soares – profissional de educação física, proprietário das academias Rubel.
Estou nesse negócio de academias há pelo menos 25 anos e um dos fenômenos que nunca mudam é a rotatividade dos profissionais das academias. Desde meu tempo de professor (faz tempo) que vejo promissores profissionais nunca alcançarem seus objetivos, quer seja por não os terem ou simplesmente porque tomaram as decisões erradas nas horas erradas.
Essa profissão (Profº de Ed. Física) é recente, fomos reconhecidos há bem pouco tempo e talvez isso comece a explicar essa “dança das cadeiras” que nunca termina. Na nossa formação não tivemos a oportunidade de aprender uma regra que considero básica para o sucesso de um profissional que é justamente focar e respeitar a carreira, trilhar por todo o caminho desde aprendiz (estagiário) até um profissional competente, preocupado com sua formação de maneira completa, unindo formação com experiência, além de paixão pela profissão. O que vemos hoje são iniciantes no negócio envaidecidos com o status de dominarem (mais ou menos) algumas técnicas e serem chamados de “professor”. Parece que o topo da profissão é instantâneo, basta chegar ao último semestre da faculdade e vivenciar um estagio e pronto já se pode querer tudo sem entregar quase nada.
O conceito de Carreira quase nunca é respeitado e se não bastasse, o ganho financeiro tem que ser imediato e a qualquer custo, mesmo que nem a graduação seja finalizada.
Na Rubel temos investido muito na filosofia de que para alcançar seus objetivos o profissional não precisa apenas dar aula, mas sim evoluir sua profissão estudando, treinando e se dedicando profundamente em todos os aspectos relevantes a ela.
Durante nossos Fóruns, Convenções e reuniões discutimos insistentemente sobre quais posturas devemos assumir para crescer, se desenvolver e alcançar nossos objetivos.
Assim para melhorarmos essa relação temos que acreditar que a profissão deve passar por uma estruturação onde o conhecimento no inicio é mais importante que o pseudo sucesso e o caminho é feito de trabalho e determinação.
Tenho falado muito sobre a necessidade de cutucar as pessoas para mudarem seu comportamento em relação aos exercícios, incorporando-os como uma obrigação de saúde, assim como escovar os dentes e tomar banho. Defendo que não importa se tem prazer em treinar ou não. Faça e pronto. E no dia seguinte faça de novo.
Vejam a matéria sobre pesquisa realizada nos Estados Unidos em relação ao diabetes tipo 2:
A maior parte dos americanos está bem informada sobre os riscos, perigos e sinais de diabete – mas esse conhecimento não parece se traduzir em ações para prevenir ou controlar a doença, segundo pesquisadores.
“Quase 87% dos 3.867 indivíduos portadores de diabetes tipo 2 que responderam ao estudo nacionalmente, sabiam que a obesidade contribui para doença crônica; mais de 75% sabem que a diabetes tipo 2 é tão perigosa para a saúde como a do tipo 1, e 90% sabem que diabetes é muito mais que simplesmente a “doença do açúcar””, disse Andrew Green, diretor de Endocrinologia do Midwestern.
Apenas 57,3% das pessoas com alto risco de desenvolver diabetes tipo 2, que preencheram o questionário de 8 páginas sobre saúde e estilo de vida declararam que estivessem “considerando” um plano para perder peso.
No respeito aos exercícios físicos, os resultados da pesquisa foram sombrios, diz Green. Cerca de 62,5% dos participantes lembram-se de seus médicos terem recomendado incrementar a atividade física.
Mas apenas 12,7% desses indivíduos disseram ser fisicamente ativos.
Além disso, 67,3% do grupo de alto risco declararam fazer pouco ou nenhum exercício; e 26,4% declararam exercitar-se regularmente.
fonte: IHRSA Business Report
Número de unidades em 2010: 16
Receitas totais em 2010: US$ 10 milhões (R$ 16 milhões)
Número de unidades em 2010: 21 (10 próprias, 10 licenciadas e 1 franqueada)
Número de clientes: 34 mil
Receitas totais em 2010: US$ 37,1 milhões (R$ 59 milhões)
Receitas totais projetadas para 2011: US$ 52,5 milhões (R$ 84 milhões)
Número de unidades em 2010: 6
Nada mais informado.
Número de unidades em 2010: 4 (2 próprias, 2 gerenciadas)
Número de clientes: 2.200
Não há mais informações.
Número de unidades em 2010: 15
Número de clientes em 2010: 30 mil
Receitas totais em 2010: US$ 48,8 milhões (R$ 78 milhões)
Receitas totais projetadas para 2011: US$ 50, 4 milhões (R$ 80 milhões)