Mimimillenials

Vamos hoje dar uma palavrinha sobre a geração mais falada dos últimos tempos: Os tais dos Millenials.
Há uma infinidade de interpretações e teorias sobre eles. Para mim o que interessa mais é a realidade, na prática, no dia-a-dia, do comportamento dessa turma. As causas, os por ques, não me interessam muito.
Tenho convicção de que nós, os baby-boomers, somos responsáveis em parte por esse comportamento, afinal os Mill foram criados pelos Baby-boomers.
O que quero no entanto, é dar palpites, como sempre:
Caros Mimimillenials:
– o futuro será diferente do presente, certamente. O presente já é diferente do passado recente. Mas não ache que essa diferença será tão fantástica que você poderá escolher no que trabalhar, quando trabalhar, como trabalhar e quanto ganhar por seu trabalho. As revistas VIP e VC S.A. estão te enganando. Fique esperto;
– o seu smartphone não é o mundo, nem o centro dele. Haverá lugares onde você irá trabalhar em que os chefes pedirão que você não use o telefone, nem whatsapp, nem nada disso, e concentre-se no trabalho a ser feito. Pode parecer inacreditável para você, mas por mais que um smartphone possa auxiliar o trabalho de alguém, na imensa maioria das vezes ele prejudica muito a produtividade das pessoas. E ninguém (nem agora nem no futuro) estará disposto a pagar para você ficar checando suas mensagens e o twitter incansavelmente. Canse-se produzindo resultados para a empresa, seja de outrem ou sua mesmo;
– você será criticado e repreendido no trabalho quando fizer cagadas. Com o avanço da Inteligência Artificial, que vocês tanto apreciam, é provável que o robô–chefe da sua seção seja o incumbido de repreender você. Portanto pare de achar que poderá agir no trabalho como faz com sua mãe. Ain´tgonnahappen, bro!
– e finalmente, fingir que é desprendido dos bens materiais, que o que importa é a qualidade de vida, que não vai se submeter à escravidão de um patrão para ter carro bonito, pode parecer nobre, mas quando você tiver 50, 60 anos vai olhar para trás e pensar: “que cuzão eu fui, ninguém reconheceu minha divindade e agora to fudido”.

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